Fundado em 12 de outubro de 1913, o Bonsucesso Futebol Clube nasceu no coração pulsante do subúrbio ferroviário do Rio de Janeiro. Com as cores vermelha e azul, o clube rapidamente se consolidou como potência local, conquistando o Torneio Suburbano da Leopoldina em 1915, o tricampeonato da Segunda Divisão da AMEA (1926, 1927 e 1928) e alcançando o vice-campeonato carioca da 1ª Divisão em 1924.
Na década de 1930, a Teixeira de Castro consagrou o lendário ataque dos “Feiticeiros”. Foi vestindo a camisa rubro-anil que despontou Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, antes de encantar o mundo com suas bicicletas. Ao lado de ídolos como Gradim e Miro, a equipe desafiou de igual para igual as maiores potências da capital — incluindo o marcante empate por 1 a 1 contra o Fluminense de Preguinho em 18 de outubro de 1931, com gol anotado pelo próprio Leônidas diante da torcida leopoldinense.
O Bonsucesso Futebol Clube possui dois hinos em sua história. O primeiro hino foi escrito em 1921, com letra de Noemia de Castro. O mais famoso e popular, composto por Lamartine Babo, foi lançado em 1949 para o programa de rádio Trem da Alegria.
Confira abaixo o hino!
O Bonsucesso Futebol Clube possui dois hinos em sua história. O primeiro hino foi escrito em 1921, com letra de Noemia de Castro. O mais famoso e popular, composto por Lamartine Babo, foi lançado em 1949 para o programa de rádio Trem da Alegria.








Leônidas da Silva, nascido em 6 de setembro de 1913 no bairro de São Cristóvão no Rio de Janeiro.
Começou a jogar nos campos de várzea do bairro de São Cristóvão e em clubes como o São Cristóvão AC e Sírio e Libanês até ser descoberto pelos olheiros do Bonsucesso em 1931.
Contratado em 1931, Leônidas encontrou na Teixeira de Castro a estrutura ideal para explodir como atacante no início da profissionalização do futebol carioca.
Ao lado de craques como Gradim, Mário Seixas e Miro, formou a linha de frente mais perigosa do subúrbio, capaz de golear qualquer clube tradicional da cidade.
Embora o gesto já tivesse antecedentes, foi com a camisa do Bonsucesso que Leônidas refinou e popularizou a jogada acrobática, transformando a “bicicleta” em um espetáculo que atraía multidões à Leopoldina.
Foi defendendo o Bonsucesso que Leônidas chamou a atenção da CBD (atual CBF) e recebeu suas primeiras convocações para a Seleção Carioca e Seleção Brasileira (Copa Rio Branco em 1931/1932).
Décadas mais tarde, o Bonsucesso batizou oficialmente sua casa na Rua Teixeira de Castro como Estádio Leônidas da Silva.
Feitos Históricos no Futebol Mundial e Seleção Brasileira
Copa do Mundo de 1934 (Itália): Marcou o único gol do Brasil no torneio (Espanha 3 x 1 Brasil).
Copa do Mundo de 1938 (França) — A Consagração Global:
Artilheiro do Mundial: Marcou 7 gols na competição.
Melhor Jogador da Copa: Eleito o craque do torneio pela imprensa internacional.
O Gol Descalço: No épico Brasil 6 x 5 Polônia, marcou um gol histórico sem uma das chuteiras, que havia arrebentado na lama de Estrasburgo.
A Bicicleta Internacional: Executou a jogada na partida contra a Polônia, deixando árbitros e jornalistas europeus boquiabertos.
Fenômeno Cultural e Publicitário: Foi o primeiro jogador brasileiro a transformar seu prestígio em marca comercial: os chocolates Lacta criaram o famoso chocolate Diamante Negro em sua homenagem em 1938, pagando-lhe direitos de imagem (pioneirismo absoluto na época).
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